01/06/2014 às 10:05 - Atualizado em 22/03/2016 às 18:38

Brasil pode se firmar como destino turístico pós Copa

Carolina Braga/CNC Brasil pode se firmar como destino turístico pós Copa

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) realizou nesta segunda-feira (26), em parceria com o jornal O Globo e apoio da Federação Nacional de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares (FNHRBS), o seminário Turismo Brasil - Balanço Pré-Copa do Mundo, os Grandes Eventos e as Perspectivas para o País, para traçar um diagnóstico das oportunidades, vantagens e desafios que o País pode enfrentar, às vésperas de sediar a Copa do Mundo.

Na abertura do evento, Alexandre Sampaio, presidente do Conselho de Turismo da CNC e da FNHRBS, destacou que o presidente da Confederação, Antonio Oliveira Santos, é enfático ao orientar que as ações do Sistema CNC-Sesc-Senac busquem, com excelência e de forma contínua, o desenvolvimento do Turismo nacional e das empresas do setor, sobretudo pelos benefícios que as entidades podem gerar para a economia e para a sociedade, com geração de emprego e renda. “Devemos nos posicionar de forma uníssona na defesa de nossos interesses”, afirmou Sampaio, para destacar a importância da representação, do envolvimento e do alinhamento das entidades do trade nos pleitos, em um ano estratégico para os negócios. “O empresariado tem que se dedicar, de maneira proativa, à elevação do nível de representação neste País", complementou.

Também na abertura, o ministro do Turismo, Vinicius Lages, apresentou os gargalos e as oportunidades que existem na área. Ao traçar breve histórico do setor no Brasil, Lages citou a criação da Embratur e a Lei Nacional do Turismo como indutores de desenvolvimento. Mas há muito ainda o que se fazer, como a melhoria e otimização da infraestrutura. “É um enorme desafio integrar diferentes destinos internos, visto a deficiência logística e de infraestrutura que ainda possuímos”, contextualizou. Para o ministro, o futuro da atividade é positivo: “A retomada dos investimentos em infraestrutura e a melhoria de renda da classe média ajudaram na expansão do turismo nacional nos últimos anos. Temos novos mercados, novos perfis de turistas, que buscam novas experiências. E há projeções que mostram que, em 2017, seremos o terceiro mercado aéreo do mundo”, declarou.

Na visão de Vinicius Lage, o maior desafio do turismo brasileiro é o da percepção. "Dificuldades de vistos e de logística demandam uma Embratur mais robusta", exemplificou. “O turismo tem um potencial enorme ainda inexplorado. E pode, até mesmo, se consolidar como uma das frentes mais importantes da economia do País. Os eventos nos expõem e nos dão visibilidade. Portanto, esse é o momento de avançar”. Ainda na abertura, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, detalhou as ações do governo estadual para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas de 2016. “O Rio de Janeiro está preparado para esses grandes eventos. Foram feitas muitas melhorias para desenvolver o turismo, como a criação de estradas-parque e renovação de museus, como o Museu da Imagem e do Som (MIS)”, informou.

 

Competitividade e Destino Brasil

O primeiro painel, com o tema Competitividade, teve a participação do professor doutor da Escola Politécnica da USP, Jorge Eduardo Leal, e de Diogo Canteras, sócio-diretor da Hotelinvest. Os especialistas abordaram as perspectivas do transporte aéreo e da indústria hoteleira a longo prazo. Para Jorge, o Brasil deve atender à recomendações internacionais de segurança para a aviação nacional, mas transformar todas elas em obrigações impede o desenvolvimento do setor aéreo. Para o especialista, deve existir equilíbrio ao se tratar do assunto. Capacitar operadores e desenvolver a capilaridade dos aeroportos também seriam avanços que, por consequência, ajudariam a atividade turística brasileira. “O objetivo do setor deve ser o de desenvolver a infraestrutura que já temos, pensando em conseguir atender, principalmente, a demanda interna, que é crescente, e não apenas os grandes eventos”, comentou Diogo Canteras.

Também participaram do painel a cônsul-geral da Grã-Bretanha, Paula Walsh, e Samuel Lloyd, gerente do escritório na América Latina da VisitBritain. Ambos apresentaram a experiência vivida pelo País nas Olimpíadas de 2012. “O governo britânico tinha uma prioridade: ter um legado. E, no nosso caso, o turismo foi um importante legado. No ano pós-Olimpíadas, em 2013, tivemos o melhor ano da história do turismo da Grã-Bretanha, recebemos 33 milhões de turistas”, frisou Paula Walsh.

 

De olhos abertos para o Brasil

Na abertura do segundo painel, o secretário-geral da CNC, Eraldo Alves da Cruz, destacou a importância do trabalho do Conselho de Turismo e da Câmara Empresarial de Turismo, órgãos consultivos da Confederação. “Foi no Conselho de Turismo da CNC que nasceram as principais entidades do Turismo nacional. As discussões empresariais são muito importantes para o desenvolvimento do Turismo", afirmou Eraldo, que destacou o papel do setor na geração de empregos no Brasil.

Em seguida, o senador Antônio Carlos Valadares destacou que o turismo é uma das atividades que mais cresce no mundo e que pode ajudar muito o Brasil economicamente. “A geração de emprego é muito forte nessa área, pois oferece oportunidades tanto para quem tem especialização quanto para profissionais com nível de escolaridade mais baixo, como, por exemplo, camareiras e ajudantes de limpeza”, declarou. O painel contou com a participação da diretora da Pires & Associados e ex-presidente da Embratur, Jeanine Pires, que apresentou dados interessantes sobre as reservas internacionais feitas por turistas que virão ao Brasil participar da Copa do Mundo: foram feitas 370 mil reservas, de países como Estados Unidos, Austrália, Argentina e Chile. A maioria dos turistas ficará no País entre nove e 21 dias, visitando entre uma e duas cidades.

Participaram ainda do segundo painel o presidente do Wet´n’ Wild e do Sistema Integrado de Parques Temáticos e Atrações Turísticas, Alain Baldacci, e a coordenadora de Comunicação do Instituto Semeia, Edilaine de Abreu. O encerramento ficou a cargo do secretário especial de Turismo do Município do Rio de Janeiro, Antonio Pedro Figueira de Mello.

O seminário foi realizado no Hotel Windsor Atlântica, em Copacabana, e reuniu representantes do Poder Público, de entidades do setor, empresários e executivos dos segmentos de hotelaria, agências e operadoras de turismo, além dos principais organizadores de eventos.

 

Fonte: CNC

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